Uma Tabela Periódica diferente..

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Elefantes!!!!

domingo, 28 de novembro de 2010

O QUADRICÓPTERO


Há algumas décadas, colocavam-se canários no fundo das minas de carvão como bioindicadores da concentração de metano e outros gases tóxicos inodoros. Se o canário morresse, os mineiros estariam em risco.
Desenvolvido pelo Instituto Federal de Investigação e Teste de Materiais, em Berlim, com apoio da empresa AirRobot, o quadricóptero é um passo importante para recolher informação em ambientes inóspitos. Com aplicações na vigilância florestal, no patrulhamento das costas, em medições de fugas de gás ou na avaliação de actividade vulcânica, o quadricóptero captou a imagem dos vulcanólogos numa demonstração nas Ilhas das Canárias (Espanha). Para Victor Hugo Forjaz, presidente do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, o engenho tem a "virtude de reduzir as descidas de pessoas e equipamento até aos locais vulcanologicamente activos, movimentando-se velozmente em espaços reduzidos e produzindo informação em tempo real".
Dotado de sensores para recolher medições de vários gases, o instrumento faz leituras sem tocar em qualquer superfície, suportando condições extremas de temperatura e humidade. Controlado remotamente, tem autonomia até 30 minutos de voo. Para a vulcanologia, o interesse é grande e óbvio: pode alertar para o risco de erupção iminiente e activar os procedimentos de emergência.

Carlota Cid

Azeite extra virgem é protector natural para o fígado

Azeite tem efeito antioxidante em células hepáticas
O azeite extra virgem ajuda a proteger o fígado do stress oxidativo – condição biológica em que ocorre desequilíbrio entre a produção de espécies reactivas de oxigénio e a sua desintoxicação através de sistemas biológicos que as removam ou reparem os danos por elas causados.

Os cientistas, que publicaram um artigo no «Nutrition and Metabolism», expuseram ratos a um herbicida moderadamente tóxico conhecido por reduzir antioxidantes e causar tensão oxidativa. Chegaram à conclusão que os animais alimentados com uma dieta à base de azeite ficaram com o fígado protegido.

Mohamed Hammami, da Universidade de Monastir (Tunísia) e a Universidade de King Saud, em Riyadh (Arábia Saudita), trabalharam com uma equipa de investigadores para levar a cabo uma experiência num grupo de 80 ratos. “O azeite é um ingrediente integrante da dieta mediterrânica. Existem evidências de que pode trazer grandes benefícios para a saúde, nomeadamente na redução do risco de doenças cardíacas, para a prevenção de alguns tipos de cancros e na modificação de respostas imunitárias e inflamatórias. Aqui, mostramos que o azeite extra virgem e os seus extractos protegem contra o stress oxidativo do tecido hepático", referiu.

Os investigadores separaram os ratos em grupos de controlo: um com azeite e outros seis que foram expostos ao herbicida ‘2,4-Dichlorophenoxyacetic acid’, com ou sem azeite ou com apenas duas gotas de extracto de azeite – a fracção hidrofilica ou lipofílica. Todos os animais que se alimentaram com o herbicida mostraram sinais de danos no fígado. Contudo, o azeite e o extracto acabaram por induzir a actividade antioxidante da enzima e à diminuição dos marcadores de agressão do fígado.

Sobre os resultados, Hammami disse: “A fracção hidrofílica do azeite parece ser eficaz para reduzir a tensão de oxidativa induzida pela toxina, indicando ainda que o extracto hidrofílico pode exercer um efeito antioxidante directo em células hepáticas. Mas, são necessários estudos mais detalhados sobre o efeito de compostos antioxidantes separadamente e as suas interacções”.

Vanda Pereira

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cabelos.....brancos? Todos?...

Por que os cabelos ficam brancos com a idade?

De acordo com as actuais teorias do envelhecimento, cabelos brancos surgem quando as estruturas que compõem as células se oxidam devido à acção dos radicais livres - tipos reactivos de oxigénio capazes de provocar danos celulares. Os radicais livres são moléculas instáveis, com número ímpar de electrões (partículas atómicas de carga negativa), que podem desequilibrar as funções celulares. No organismo, milhares de radicais livres, provenientes sobretudo do oxigénio (elemento vital para a transformação dos alimentos em energia) são formados e destruídos a cada minuto. A destruição é operada por antioxidantes naturais (as vitaminas C e E e as enzimas superóxido dismutase e catalase). Assim, mais de 95% do oxigénio absorvido na respiração são transformados em água no interior das células, enquanto os 5% restantes passam por outras etapas antes disso e permanecem sob a forma de radicais livres. A poluição ambiental, os maus hábitos alimentares, a vida sedentária e a própria idade contribuem para o aumento na produção dos radicais livres, que facilitam o surgimento de doenças e o envelhecimento precoce.
Até os 40/45 anos de idade, geralmente o organismo consegue vencer a luta contra os radicais livres, retirando-os da circulação sem grandes dificuldades. Depois, contudo, eles livres tendem a se acumular gradualmente no organismo, contribuindo para o surgimento não só de cabelos brancos como de doenças degenerativas (arterioesclerose e câncer), problemas nas articulações (reumatismo e artrose) e alterações na pele (rugas e manchas senis).
Às vezes, os cabelos embranquecem precocemente, em geral quando, além de ter predisposição genética para isso, a pessoa enfrenta problemas particulares graves. Numa situação de stress emocional, por exemplo, o organismo libera grande quantidade de adrenalina, substância altamente oxidante que contribui para o aumento dos radicais livres na corrente sanguínea - e daí, para o surgimento de cabelos brancos.
Pedro Neves

Pipocas...

Por que as pipocas estouram?

A "explosão" de um grão de pipoca quando aquecido é o resultado da combinação de 3 características:

1. O interior do grão (endosperma) contém, além do amido, cerca de 14% de água.
2. O endosperma é um excelente condutor de calor.
3. O exterior do grão (pericarpo) apresenta grande resistência mecânica e raramente possui falhas (rachaduras).

Quando aquecido intensamente, a água no endosperma sofre vaporização, criando uma grande pressão dentro do grão. O pericarpo actua como uma panela de pressão, evitando a saída do vapor de água até que uma certa pressão limite seja atingida. Neste ponto, ocorrem duas coisas: o grão explode, com som característico (pop!) e o amido do endosperma incha abruptamente, criando aquela textura macia.

Hummm... bateu uma vontade de comer pipoca!!!
Pedro Neves

Antimatéria é produzida e armazenada no CERN

SÃO PAULO -  O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN) anunciou hoje que conseguiu produzir e armazenar átomos de antimatéria por tempo suficiente para serem estudados.
O feito foi alcançado pelo experimento ALPHA e é considerado um importante passo para entender uma das questões em aberto do Universo: afinal, existe diferença entre matéria e antimatéria?
Embora átomos de antimatéria já tivessem sido produzidos no passado, mantê-los intactos por tempo suficiente sempre foi um grande desafio. Em um trabalho publicado hoje na Nature, a equipe do CERN mostra que conseguiu produzir e prender átomos de “anti-hidrogénio” – abrindo caminho para que os cientistas comparem matéria e antimatéria.
Por definição,  a antimatéria é idêntica à matéria, a não ser pelo facto de possuir carga oposta.  Por isso, as duas se aniquilam quando entram em contacto uma com a outra.
A antimatéria permanece um dos maiores mistérios da ciência. Ou melhor, a ausência de antimatéria é um grande mistério. Segundo todos os cálculos astronómicos, no momento do Big Bang (a grande explosão que, de acordo com as teorias mais aceitas, deu origem ao Universo) matéria e antimatéria devem ter se formado em quantidades equivalentes. No entanto, nós sabemos que nosso mundo é feito de matérias – enquanto a antimatéria parece ter desaparecido. E é justamente para descobrir o que aconteceu com ela que os cientistas usam uma série de métodos. O principal objectivo é conseguir investigar se existem pequenas diferenças nas propriedades da matéria e antimatéria que poderiam explicar o que aconteceu.